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Doutores recomenda: O Jardim do Imperador

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Um imperador propõe um concurso entre as crianças do reino para ver quem melhor cultiva plantas para o jardim. O vencedor será escolhido como seu sucessor.

É com esta história que as atrizes Paola Musatti e Vera Abbud dão vida a diversos personagens, entre elas as palhaças Manela e Emily, no espetáculo infantil “O Jardim do Imperador”, da Cia Pelo Cano.

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Ambas integram o elenco do Doutores da Alegria, sendo Vera a mais antiga palhaça em atuação nos hospitais, e trabalham com a linguagem da palhaçaria há mais de 20 anos.

O espetáculo segue em cartaz no Sesc Vila Mariana (Rua Pelotas, 141, em São Paulo), todos os domingos às 15h. Ingressos a R$ 17 (inteira) e R$ 8 (meia entrada). Acesse o site.

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 Doutores recomenda!

Foi aqui, em São Paulo, que tudo começou…

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A cidade de São Paulo foi berço do trabalho dos Doutores da Alegria.

Nos anos 90, Wellington Nogueira trabalhava nos Estados Unidos com uma trupe de palhaços que realizava intervenções em hospitais de Nova Iorque. Era algo muito inusitado.

Em 1990, retornou a São Paulo para visitar seu pai na UTI do Instituto do Coração. Foi ali que resolveu se apresentar como palhaço para crianças.

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“Fui e foi muito legal. Quando terminei, meu pai tinha saído do coma. Depois, ele saiu do hospital –e eu tinha vindo para acompanhar sua morte. Estava com um sentimento de gratidão. No ano seguinte, voltei para o Brasil e comecei o trabalho”, conta ele. Foi em setembro de 1991 que surgiu Doutores da Alegria.

O primeiro hospital que aceitou ter um besteirologista em sua equipe foi o Hospital e Maternidade Nossa Senhora de Lourdes, hoje Hospital da Criança, no bairro do Jabaquara, em São Paulo. E a iniciativa foi crescendo.

Wellington Nogueira

No início, sem sede fixa, a ONG se estabeleceu na casa da Dona Benvinda, mãe de Wellington. “Não havia e-mail. Usávamos papel carbono e máquina de escrever“, conta Vera Abbud, a primeira palhaça a atuar no Doutores.

Outros hospitais da cidade foram recebendo o projeto e a sede foi estabelecida em Pinheiros, grande bairro paulistano. E Doutores da Alegria abriu unidades em outras cidades, como Recife e Rio de Janeiro – onde atuamos até hoje – e Belo Horizonte, local com atividades encerradas.

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E hoje, 25 anos depois, ocupamos um casarão na Rua Alves Guimarães, no mesmo bairro, e atuamos em hospitais do Campo Limpo à Itaquera. Também já atuamos em diversos espaços culturais, ruas e empresas desta enorme cidade. E com uma certeza: ainda há muito a fazer!

Obrigado, São Paulo, por ser berço do nosso trabalho! Feliz aniversário!

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Bom humor: nos hospitais e além deles

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Alegria e bom humor são geralmente associados ao trabalho de um palhaço. Ou ao que ele deveria deixar após um dia de trabalho com crianças hospitalizadas.

Mas nem sempre essa associação é absoluta – tudo depende da relação que o palhaço estabelece com a criança. Wellington Nogueira e Vera Abbud, os primeiros artistas do Doutores da Alegria a encararem esta rotina hospitalar, falam sobre esta experiência. A entrevista completa está no site da Revista Trip.

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“Acho que no hospital deparamos com situações que nos fazem ver muitas coisas simples do dia a dia como uma dádiva. Nos faz relativizar as dificuldades. Mas o mal humor faz parte da vida também, pois senão seria uma vida anestesiada, irreal”, conta Vera, que ingressou na organização em 1991 e até hoje atua em hospitais paulistanos como Dra Emily.

Um bom antídoto contra o mal humor e, consequentemente, para ter alegria é você aprender a respirar e tentar rir de si mesmo. Já conheci muita gente tão mal-humorada que chegava a ser engraçada, não para elas mesmas, claro. É preciso ver como você fica ridículo quando escolhe o caminho do mal humor, uma maneira de não olhar para si mesmo. É aí que começa a doença”, completa Wellington Nogueira, fundador do Doutores da Alegria.

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Ele conta uma história que transcorreu em uma UTI: “A gente estava tocando uma música para a criança, aí o médico chegou e falou “Olha, um violão! Empresta ele aí”. Ele pegou o violão e começou a tocar um rock para a criança. Ela adorou, nunca tinha visto o médico fazendo isso, nem sabia que ele gostava de rock. Aquela criança e aquele médico estavam se relacionando como pessoas, não mais como médico e paciente…”

Segundo Vera, o bom humor traz leveza, mostra outras possibilidades. O humor é uma reação à uma situação de desequilíbrio, é um jeito de falar de um assunto muitas vezes espinhoso mas sem aniquilar as partes envolvidas. É uma forma inclusiva de abordar uma situação. O riso contagiante é para todos, se não for assim temos alguma forma de constrangimento.”

A entrevista completa está aqui. E você, como mantém o bom humor diante das dificuldades do dia a dia?

Doutores recomenda: Pelo Cano, Circo dos Sonhos e Se fosse fácil, não teria graça

Doutores da Alegria recomenda mais peças que estão em cartaz na cidade de São Paulo. Programe-se e não perca!

Pelo Cano

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A palhaça Manela se prepara para entrar em cena. Ela acredita ter a receita certa para realizar um grande show de sucesso, o Show Dela. Para surpresa de todos, um incidente desvia o rumo do espetáculo, e Manela terá que entreter o público com recursos que não estavam no script. Mas o erro vai se tornando acerto. Ao tornar-se independente, não é mais o Show Dela que realiza, e sim o Show de Manela. Paola Musatti e Vera Abbud, as criadoras da Cia. Pelo Cano, praticam as artes circenses e o teatro desde o início dos anos 90. Profissionalmente, dividiram o palco nas apresentações da Cia. Cênica Nau de Ícaros, dos Parlapatões e – ainda hoje – são palhaças improvisadoras no Jogando no Quintal e parceiras nos Doutores da Alegria.

Onde, quando?
1 a 9 de novembro, sábados às 19h30 e domingos às 18h
15 e 16 de novembro, sábado e domingo às 16h

Funarte – Sala Carlos Miranda – Alameda Nothmann, 1058 – Campos Elíseos, São Paulo
R$ 10 e R$ 5 (meia entrada) – bilheteria abre uma hora antes do espetáculo
Informações: (11) 3662-5177
60 minutos
Classificação: livre

Circo dos Sonhos no Mundo da Fantasia

Mesmo em meio a tanta modernidade, o milenar mundo do circo sobrevive e continua fascinando famílias ao redor do planeta. Pensando em resgatar os aspectos lúdicos da garotada, o Circo dos Sonhos conta a história de um casal de irmãos que não desgrudava um só minuto do vídeo game, até o aparelho entrar em curto circuito e sua tela dar lugar a um portal, que os levará à fronteira da realidade e da ilusão: o reino de Fantasia. O espetáculo conta com atrações inéditas e números aéreos de tirar o fôlego, embaladas por músicas e coreografias contemporâneas.

Onde, quando?
Sextas às 20h e sábados, domingos e feriados às 16h, 18h e 20h

Rua Capitão Pacheco Chaves, 313 (estacionamento do Mooca Plaza Shopping)
R$ 30 a R$ 70 (com meia entrada)
Ingressos na bilheteria do circo, diariamente, das 10h às 20h (exceto às segundas-feiras) e no site ingresso.com 
Informações: (11) 2076 0087 ou (11) 2076 0001
60 minutos
Classificação: livre

Se fosse fácil, não teria graça

O ator, diretor e escritor Nando Bolognesi conta sua trajetória. Aos 21 anos de idade, o artista aprendeu a enfrentar limitações impostas por uma doença degenerativa e progressiva, a Esclerose Múltipla. Neste monólogo, ele provoca risos e emoção ao mostrar como dificuldades podem ser transformadas em alegrias, desafios e realizações, e convida a refletir sobre a vida, a morte e a existência humana.

Nando Bolognesi, ou Palhaço Comendador Nelson, é também economista e historiador. Integrou a trupe dos Doutores da Alegria e atuou, por dez anos, no espetáculo Jogando no Quintal. É o criador do projeto Fantásticos Frenéticos – palhaços em hospitais psiquiátricos, e atuou no cinema com Lais Bodansky e Hector Babenco. 

Onde, quando?
19 e 26 de setembro, sextas, às 19h30

Funarte – Sala Carlos Miranda – Alameda Nothmann, 1058 – Campos Elíseos, São Paulo
R$ 10 e R$ 5 (meia entrada) – bilheteria abre uma hora antes do espetáculo
Informações: (11) 3662-5177
75 minutos
Classificação: livre

Doutores recomenda: Pelo cano

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O espetáculo “Pelo cano”, interpretado pelas palhaças Manela (Paola Musatti) e Emily (Vera Abbud) entrou em cartaz no Espaço Parlapatões com sessões às quintas e sextas feiras às 21h.

As palhaças, que fazem parte do elenco de hospital dos Doutores da Alegria, contracenam com dois canos, um sifão de pia, um tubo cirúrgico, alguns rolos de fita crepe e uma nota de cem reais, que  escapam de suas funções cotidianas e utilitárias e acabam por interferir na relação das duas. Acrescenta-se aos objetos a presença da música tocada e cantada ao vivo, criando um equilibrado contra-ponto às situações silenciosas e compondo musicalmente – e cenicamente – um espetáculo sutil e coeso, onde as emoções se manifestam por diversos registros.

“Pelo cano” surgiu de um número de 15 minutos criado em 2005 pelas próprias atrizes. O número foi  premiado em vários festivais, entre eles: o  Festival de Cenas Curtas do Grupo Galpão – MG; o Festival de Cenas Breves – PR e o Festival de Cenas Cômicas dos Parlapatões – SP.

Mais informações
“Pelo cano”
08 de novembro a 14 de dezembro
Sessões às quintas e sextas-feiras, às 21h
Duração: 60 min.
Censura: 12 anos
Ingressos: R$ 20,00 / R$ 10,00 meia entrada
Local: Espaço Parlapatões – Praça Franklin Roosevelt, 158
(11) 3258 4449
Bilheteria do teatro: de terça a domingo, das 16h às 22h
Vendas pela internet: www.ingressorapido.com.br e (11) 4003-1212